quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reunião na Reitoria

Bolsistas dos projetos Pet Conexões de Saberes e os professores coordenadores






Mesa composta pelo atual Pró reitor a antiga Pró reitora e a professora antiga coordenadora do Conexões de Saberes




A reunião realizada na reitoria foi um evento importante para nós, pois tivemos a oportunidade de conhecer os outros projetos do conexões e saber como eles estão trabalhando. Foi também a oportunidade de auto avaliarmos nosso trabalho como parte do projeto e visualizarmos de uma certa forma o quanto já aprendemos até agora.

















Amistad

O filme Amistad alem de ser uma obra incrível pelo peso de seus actores e de seu director traz consigo uma das lições mais importantes lutar pelo que se acredita. O filme conta a história de pessoas que foram arrancadas de sua terra e passaram por varias adversidades, porém nunca desistiram.

O que também acaba mostrando que ao contrario do que nos foi ensinado na escola a escravidão não foi só combatida pelos que não eram escravos, mas principalmente por aqueles que sentiam na pele e sempre lutaram por sua liberdade. Uma das maiores provas era que quando a princesa Isabel assinou a lei áurea 95% da população negra já era livre, no Brasil tivemos quilombos que foram o maior foco de resistência a escravidão.

Primeiro Segunda de Dialogos

O primeiro segunda de diálogos foi muito importante para nós do Pet conexões, conhecer toda a história do que foi a implementação do Conexões de Saberes um programa de ação afirmativa dentro de uma das maiores universidades do Brasil conhecer sua trajetória até o seu termino é tomar conciência de nossa responsabilidade como projeto que tende da continuidade ao que foi um dia o conexões.

Outro ponto que também é muito interessante tratar é como a luta do Conexões foi adimiravel a luta deles e o que atraves dessa luta acabou sendo criado um programa que é financiado diretamente pelo FNDE.

Atlântico Negro na Rota dos orixás










  1. O filme Atlântico Negro na Rota dos Orixás foi muito especial alem de ser o primeiro cine clube que realizamos, também é um filme incrível que traz consigo toda uma cultura que é deixada de lado e que sofre muito preconceito pelo simples fato de ser desconhecido e diferente. O filme mostra como essa cultura que veio para o nosso país influenciou nossa cultura e influência e também o que os que estiveram aqui levaram para lá .




Talvez uma das coisas mais importantes que o filme trouxe não seja unicamente a valorização dessa cultura, mas também algo que é desconhecido de nós é essa conexão que se estabeleceu entre o Brasil e os povos africanos que apesar de um oceano os separar são unidos e ligados por sua cultura e suas crenças.




Outro ponto que destaco deste cine clube que foi que me deixou mais feliz foi a reação do publico que apresentou uma excelente postura o que é muito difícil, pois as pessoas acabam se agarrando em seus pré-conceitos e têm medo do desconhecido do novo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Segundas de Diálogos

O último encontro do “Segundas de Diálogos”, realizado no dia 04 de julho de 2011, contou com as presenças mais que especiais dos professores convidados Rosana Heringer e Michael Hanchard, que palestraram sobre o seguinte tema: Ações afirmativas para negros no Brasil e nos EUA,balanço e perspectivas.

Com o auditório bem cooperado, com a presença de nossos colegas universitários e professores, a palestra foi de ótimo aproveitamento, pois despertou o interesse e a participação dos ouvintes que se manifestaram com algumas observações e perguntas relativas ao tema. Os questionamentos realizados pelos participantes da palestra, geraram um debate que iniciou com a comparação da existência das ações afirmativas para negros no Brasil e nos Estados Unidos e alcançando o debate das ações afirmativas para negros na UFRJ, tema este da próxima apresentação do “Segundas de Diálogos”.

Bruna C. Cruz

PET Conexões/Diversidade

Julho de 2011

Cineclube

No dia 29 de junho de 2011, o cine club apresentou AMISTAD, um filme com grande produção, elenco e direção. Amistad recria a realidade vivida pelos africanos no ano de 1839, quando um grupo de negros é retirado a força por seus próprios irmãos de raça (ou vizinhos) e vendidos como escravos e assim submetidos a condições subumanas dentro de um navio negreiro. Acorrentados, com fome e nus, foram transformados em produtos do mercado capitalista, restava-lhes apenas as crenças e a força por liberdade. O filme possui uma trama envolvente, pois os negros conseguem tomar o controle do navio negreiro e, chegam a costa leste dos Estados Unidos ( enganados, pois, acreditavam que estavam voltando para África), onde são presos e julgados pelo assassinato da tripulação do navio (contrabandistas de escravos). Com ajuda de um advogado contratado por um abolicionista, inicia-se uma luta judicial para libertação dos africanos.

Assistir esse filme, é sem dúvida a aquisição de um conhecimento muito valoroso. O vídeo descreve um momento importante da história, pois logo após a polemica do navio espanhol estourou a Guerra de Secessão, confronto entre Norte abolicionista e Sul escravista, nos Estados Unidos. Além do conhecimento histórico, o vídeo transpassa uma emoção libertadora, quando mostra que é possível acreditar no melhor resultado até o último momento.

Bruna C. Cruz

PET Conexões/Diversidade

Julho de 2011

Segundas de diálogos

A primeira realização do Segundas de Diálogos organizado pelo PET Conexões de Saberes, com a união dos grupos Identidade e Diversidade 2011,no dia 30 de maio de 2011, foi extremamente marcante, pois, as falas apresentadas pelas convidadas Sabrina Moehlecke e Carmen Gabriel e os conexistas Dina e Júlio que também participaram da mesa de discussão, esclareceram o papel do PET Conexões de Saberes dentro da UFRJ como um grupo que reconhece que dentro da universidade existem Estudantes Universitário de Origem Popular (EUOP).

Tendo em vista a minha participação no evento não apenas como ouvinte, mas também como nova conexista, considero que o evento foi esclarecedor principalmente no ponto em como iniciou o projeto,com seus objetivos e metas e quais mudanças ocorreram numa trajetória de cinco anos de existência do PET Conexões . É gratificante e enriquecedor saber que faço parte de um projeto que se importa com os estudantes de origem popular que outrora estavam a margem da universidade pública. O projeto os integra ao corpo universitário, lhes mostrando que é possível lutar e vencer em conjunto, com objetivos em comum e consciente de sua identidade. O PET Conexões tem por um de seus objetivos, contribuir com o desenvolvimento acadêmico de seus conexista, pois, por meio de seus planejamentos e realização dos mesmos, busca o sucesso da expressão da fala, da escrita, da dedicação a leitura e a pesquisa e, conseqüentemente a excelência acadêmica.

Vale ressaltar que é empolgante a informação de que existem outros Pets espalhados por todo o Brasil e, que este projeto é o resultado de muito esforço e perseverança de seus idealizadores.E hoje, podemos conhecer, divulgar e acrescentar em sua história as nossas novas conquistas.

Bruna C.Cruz

PET CONEXÕES/DIVERSIDADE

Julho de 2011

Cine club

Nossa primeira exibição no Cineclube foi o filme Atlântico negro: na rota dos orixás. Um documentário dirigido por Renato Barbieri em 1998, retrata a ligação dos negros africanos com o Brasil. Pode-se afirmar que escravizaram a força do negro, mas não conseguiram dominar sua alma.O documentário enfatiza a crença dos africanos, pois, mesmo com a dor do rapto de sua terra, longe de seus amados e submetidos ao trabalho intenso e condições de vida desrespeitosas, os negros não deixaram de ter fé. E essa fé os fizeram viver, resistir e lutar pela liberdade de seu povo. É possível sentirmos essa fé presente em nossa vida, representada em nossa cultura por meio das danças, dos batuques, dos penteados afro, tudo herança africana. O vídeo desperta um olhar cuidadoso para os detalhes dessa manifestação que uni o Brasil e a África, e por muitas vezes é descriminada por falta de conhecimento dessa rica contribuição cultural.

A contextualização do documentário realizada pela professora Monica Lima, trazendo a realidade de alguns fatos registrados em nossa história, comprovou a riqueza da cultura africana, emocionante em sua trajetória de dores, força e conquistas.

O evento realizado no dia 12 de maio de 2011, possibilitou o resgate pessoal da identidade negra presente em cada brasileiro e adormecido pela falta de conhecimento.

Bruna C. Cruz

PET Conexões/Diversidade

Julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os Reflexos do Teatro Experimental do Negro


16/07/2010 - 12h25

Milton Gonçalves vive judeu na peça "O Diário de Anne Frank"

Do UOL, no Rio
  • AgNews
    Milton Gonçalves na pré-estreia do filme "Encontro Explosivo", no Rio: judeu em peça (6/7/2010)
Desde que se despediu do ético coronel Caetano, do seriado “Força-Tarefa”, Milton Gonçalves só tem tido olhos para o teatro. Ou melhor: para Otto Frank, judeu que interpreta na peça “O Diário de Anne Frank”. Apesar de admitir que não tem absolutamente nada a ver com o personagem, o ator está adorando a experiência.
  • AP
    Fotografia de Anne Frank
“Já conhecia a história da Anne Frank e acho importante um ator negro interpretar um judeu. Através desse choque, o espectador percebe que não existe diferença entre as raças”, opina Milton.
Em cartaz no Teatro Maison de France, no centro do Rio de Janeiro, a peça conta a história verídica sobre a realidade vivida por Anne e sua família durante a Segunda Guerra Mundial, em um esconderijo em um sótão de uma fábrica de especiarias de Amsterdã, na Holanda. Ela escreveu um diário retratando os horrores que estas condições proporcionavam. Anne morreu num campo de concentração alemão em 1945.


Tive a oportunidade de ver, o ano passado, esse espetáculo. Sempre nas rodas com amigos, comentávamos algumas literaturas e citavam sempre "O Diário de Anne Frank", comecei pelo livro e terminei numa noite brilhante no Maison de France, no Centro do Rio. Confesso que de início, com a literatura tive um pouco de dificuldade. Seria necessário entender o que foi o Holocausto e suas causas. Fui em busca disso com alguns professores de história.

Faço uma relação dessa matéria de jornal com a minha pesquisa. Lembro que cheguei a comentar com uma amiga que iria assistir ao espetáculo, falamos da participação de Milton, no papel de Otto Frank, e a mesma teimou comigo dizendo que o pintariam de branco em cena. Achei aquilo um absurdo e estava preparado para ver o pior, o que de fato não ocorreu! Milton era Otto,brilhante e negro. Protagonizou um belíssimo final com muita emoção e verdade, foi o único sobrevivente.

Abdias, em 1944, na vinda do Peru para o Brasil criou o TEN (Teatro Experimental do Negro), após assistir no Teatro Municipal de Lima o espetáculo "O Imperador Jones" de Eugene O'Neill. É a história de um negro sofrido e infeliz que se torna um imperador. Esse personagem foi representado por um ator branco tingido de preto. Mais tarde, em 1945, aqui no Brasil esse mesmo texto é representado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro por um grupo de atores negros (TEN) que marcariam uma época. A partir daquele momento o negro deixaria de lado os papéis secundários e passava a PROTAGONIZAR a cena do teatro brasileiro.

Hudson Batista.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cine Clube Conexões em Cartaz - ´´Amistad``

Por: Thayara C. S. de Lima

Aconteceu na última quarta feira, dia 29 de junho, a segunda edição do cine clube Conexões em Cartaz, com a exibição do filme ´´Amistad``.
Participei, com boa dose de nervosismo, realizando a contextualização do filme.
´´Amistad`` é uma produção ´´Hollywoodiana`` e como tal deve ser analisada, fato para o qual nos atentou a Profª convidada, e também coordenadora do projeto PET conexões - Identidades, Warley da Costa. Muito embora não possa ser desconsiderada seu valor como fruto de uma detalhada pesquisa histórica e ótimo material elucidativo para utilização em sala de aula.
O filme possui uma forte carga emocional e começa explicitando a recusa dos africanos, recém capturados, em tornarem-se escravos. Mesmo acorrentados, em nenhum momento eles deixaram que sua essência fosse escravizada.
Nos são apresentadas diversas etapas de sua luta, começando pelo embate com os traficantes negreiros, contexto no qual é exposto todo tipo de maus tratos e desumanidades as quais eram submetidos os prisioneiros, e chegando a luta jurídica pela sua liberdade, que com o engajamento dos abolicionistas estadunidenses passou do status de pleito de um grupo específico ao de uma luta mais generalizada pela abolição.
É interessante observar que mesmo em meio a todas essas situações adversas, a sua identidade cultural permanece inabalável, seja numa prisão estadunidense, ou a bordo do navio negreiro eles mantém intactas suas tradições culturais, e esse sentimento de pertencimento a um lugar é representada principalmente pelo intenso desejo de retorno a África. Não adianta que sejam dadas cem voltas em torno da árvore do esquecimento (referência ao primeiro filme exibido no Cine clube, o documentário ´´Atlântico negro: Na rota dos Orixás``. No qual se faz referência a um ritual que os capturados eram obrigados a fazer, segundo esse costume, ao dar determinada quantidade de voltas na ´´Árvore do esquecimento`` o escravizado tornava-se uma ´´página em branco`` esquecendo-se de sua cultura e tradições e pronto pra uma vida de servidão como simples instrumento de trabalho). Por conta dessa forte identidade ,que eles mantinham, a cultura africana acabou por se espalhar pelo mundo juntamente com os escravos.
Outra questão referente a cultura que chama bastante atenção é o choque cultural bilateral, não há só o espanto do estadunidense para com o africano, o oposto também é exemplificado desmistificando inclusive a visão tribal que prevalece no imaginário popular sobre a África.
Este Filme é baseado em fatos reais, e refere-se ao processo UNITED STATES X LIBELLANTES AND CLAIMANTS OF THE SCHOONER AMISTAD (Estados Unidos X requerentes da escuna amistad). Esta foi a primeira vez que a escravidão foi de fato enfrentada pela suprema corte estadunidense.
A acusação foi baseada em um tratado ratificado pelos EUA e pela Espanha, e tenta se valer da classificação dos negros como mercadorias. Segue o artigo 9° desse tratado :

´´Todos os navios e mercadorias, de qualquer natureza, que sejam resgatados das mãos de piratas e ladrões, em alto-mar,devem ser levados para qualquer porto de um dos países participantes do tratado, e lá devem permanecer sob custódia pelas autoridades portuárias, para que sejam devolvidos para seus verdadeiros proprietários, assim que houver comprovação suficiente relativa a sua propriedade``

O que antes era apenas um processo de cunho comercial, acaba tocando num ponto central da política americana na época: a questão do abolicionismo. Todo o julgamento do processo é permeado pelo constante medo de uma guerra civil, e nesse momento era notório o receio político de que esse processo viesse a ser o estopim.