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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Prêmio de Cultura do Governo do Rio de Janeiro 2012_2013‏



Boa noite,
O espaço do blog é utilizado pelos membros do grupo para discutirmos assuntos relacionados à temática da diversidade. Hoje venho aqui com uma proposta diferente.
Pessoal, vamos dar uma força para o Quilombo da Marambaia?
É só entrar no link abaixo, clicar em "Costa Verde" e votar no Quilombo da Marambaia!

http://www.cultura.rj.gov.br/premio-de-cultura

Obrigada!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O índio na literatura: discutindo a diversidade nas escolas.


É sempre muito bom ter a oportunidade de voltar a uma escola que nos recebe bem. Ainda melhor é chegar à sala de aula e ser reconhecida pela turma com a qual realizei uma oficina ano passado. E com certeza não a preço, não apenas ser reconhecida, mas que os alunos lembrem-se do seu trabalho e fiquem felizes ao revela.










Este ano diferente dos outros anos busquei trazer uma discussão que considero muito importante. Busquei discutir sobre a imagem do índio na literatura infantil. Os objetivos que tracei para esta oficina foram: refletir sobre a imagem e a cultura do índio na literatura infantil e na sociedade; compreender a importância de valorizar a cultura indígena e, reconhecê-los como sujeito construtor de sua história.

Em um primeiro momento busquei desconstruir com eles a imagem que eles traziam do índio, que sinceramente nunca existiu em nosso país e que infelizmente é muito reforçada. Uma questão muito importante discutida com eles foi sobre como independente de onde estamos nossa cultura nos acompanha, isso foi muito importante considerando que a maioria deles vem de diversas partes do país.

Também aproveitei para apresentar algumas curiosidades sobre os índios, por exemplo, no continente americano segundo Fávero (2009) calcula a existência de 1175 línguas indígenas faladas por cerca de cinco milhões e atualmente no Brasil segundo o ultimo IBGE foram reduzidas a 274 idiomas faladas por cerca de 896 mil indígenas . Aproveitei e levei alguns objetos indígena adquirido ano passado durante a Rio+20, e foi muito bom ver que os alunos gostaram de conhecer e manipular objetos como o cocar e o arco e flecha.

Levei para ler em sala de aula um livro construído com um grupo indígena a partir de suas histórias, os Pataxós que hoje se localizam nos estados da Bahia e Minas Gerais. “Meu povo era livre” mostra como era a vida deste grupo antes e depois do contato com os colonizadores. Realizamos uma reflexão em grupo e aproveitei para trazer imagens de índios em situações cotidianas usando o computador, estudando e discutido política.

Dentro da oficina levei o clipe e a letra da musica “Todo Dia Era Dia de Índio” da Baby do Brasil. Assim após varias discussões apresentei a proposta final da minha oficina. Esta turma no ano passado já havia realizado trabalhos maravilhosos e este ano não foi diferente. A ultima parte da oficina consistia em elaborar cartazes em grupos com frases recortes de revistas, jornais ou desenhos falando da importância de se valorizar a cultura indígena. Os alunos apresentaram ótimos cartazes e explicaram como o confeccionaram, apresentando trabalhos excelentes.

Aproveito este espaço para agradecer a escola e a professora pela a oportunidade de realizar mais um ano este trabalho.

domingo, 2 de dezembro de 2012

"Diversidade na Literatura Infantil: Construindo Novas Identidades". Um relato sobre as oficinas.

Este ano mais uma vez tivemos a oportunidade de apresentar as oficinas na escola da Penha realizada com uma turma da Educação de jovens e adultos (EJA). Como o próprio titulo deixou claro está oficina foi sobre Literatura Infantil. Mas como trabalhar esse gênero textual com EJA? 

Primeiramente destaco aqui que minha oficina foi planejada a partir de minha pesquisa que tem o objetivo geral desta pesquisa é demonstrar que a literatura infantil pode ser um instrumento valioso para realizar um trabalho multicultural, trabalhar a diversidade dentro das escolas. Também tem por objetivo demonstrar que através de um instrumento lúdico como a literatura infantil é possível trabalhar a diversidade dentro da sala de aula, mas não se limitando apenas a ela, como também buscando encontrar materiais para a realização deste trabalho. Destaco aqui que ao planejar esta oficina tanto este ano – 2012 – como no ano de 2011 tive o cuidado ao trabalhar com este recurso de em nenhum momento infantiliza-los.

Assim antes do começo da oficina tive receio que os alunos não participassem, ou se eles iriam responder as perguntas, dando as suas opiniões, pois o objetivo dessa é oficina, estimular a participação, refletir sobre a imagem e a cultura do negro na literatura infantil, compreender a importância de valorizar a cultura afro-brasileira, reconhecer como sujeito construtor de sua história.

Durante toda a oficina os alunos participaram trazendo suas experiências e suas histórias. Ressaltando que um trabalho com uma turma de EJA é sempre uma troca de saberes e que mais uma vez neste ano posso dizer que este ano também aprendi muito com os alunos.

Nas oficinas ao seu quarto e ultimo momento foi entregue aos grupos uma cartolina com um boneco desenhado, eles deveriam escrever dentro dos bonecos palavras que para eles representem suas identidades. E me surpreendeu ao ver que eles não apenas escreveram palavras como fizeram relatos de suas experiências e escreverão até textos no cartaz.

Como minha colega publicou uma vez aqui a realização das oficinas temáticas estão sendo de suma importância para a minha formação enquanto profissional da educação. Aproveito esse espaço para agradecer os professores da escola por concederem o espaço da sala de aula, também a professora Amanda por disponibilizar a escola e buscar sempre estar presente nas oficinas contribuindo com sua experiência e nos auxiliando na realização das oficinas.

Reflexões sobre a Jornada de Iniciação Cientifica e o Congresso de Extensão.



Este ano apresentei meu trabalho no Congresso de Extensão pela segunda vez e pela primeira vez na Jornada de Iniciação Cientifica. O trabalho apresentado foi “Diversidade na Literatura Infantil: Construindo Novas Identidades”.

Dentro da JIC foi apresentada a pesquisa, ainda em andamento, que pretende mostrar a importância do trabalho com a literatura infantil para a implementação da Lei 10.639, que trata do ensino da historia e cultura Afro-brasileira e Indígena. Também pretende demonstrar a importância do trabalho dentro da literatura com a imagem do índio e do negro de forma valorizada, numa perspectiva psicossocial. A partir de um trabalho empírico buscar traçar estratégia para desconstruir algumas ideias construídas dentro da sociedade. Discuti como o negro e o índio aparecem no currículo e como este trabalho pode influenciar a avaliação.

No Congresso de Extensão o foco do trabalho foi apresentar o trabalho realizado pelo PET/ Conexões de Saberes – Diversidade em parceria com o PET/ Conexões de Saberes – Identidade como os Cineclubes e os Dias de Diálogos. E apresentar as oficinas realizadas nas escolas parceiras no ano de 2011. Assim no termino do trabalho foram apresentadas as reflexões sobre os trabalhos realizados.

Para realizar a apresentação na JIC me senti um pouco nervosa já que era a primeira vez que apresentava a pesquisa para pessoas de fora do grupo. Fazendo uma autoavaliação da minha apresentação percebo que fui bem na minha apresentação e gostaria de ter tido um pouco mais de tempo para ter me aprofundado um pouco mais na minha fala sobre a pesquisa. Também aproveito aqui para agradecer mais uma vez a banca que avaliou meu trabalho pelas sugestões para a pesquisa.

Na minha apresentação para o Congresso de Extensão, deste ano, não senti nervosismo na hora de apresentar. Consegui, apesar do pouco tempo, apresentar o meu trabalho no grupo e também destacar o trabalho que o PET/ Conexões de Saberes – Diversidade realisa na Universidade.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mulheres Negras: Um Debate sobre Raça e Gênero


Nesta ultima quarta, 28 de novembro, foi realizado mais um dia de Diálogos. Contamos com a presença das debatedoras Professora Doutora Anna Marina Pinheiro e Professor Doutora Giovana Xavier. E também com dois conexistas a Elisa do Pet Identidade e o Leonardo do Pet da Biomedicina.

A professora Giovana apresentou sua tese onde ela realisou um levantamento em jornais, nos Estados Unidos em um determinado período histórico, buscando propagandas de produtos para o branqueamento. Apresentando como dentro de uma sociedade excludente para sobreviver muitas vezes é preciso chegar ao de se descaracterizar.

A professora Anna Marina vai discutir também sobre sua pesquisa, mas antes de trazer suas discussões e inquietações, ela apresentou como foi o seu processo de pesquisa. E falou também sobre a fonte de pesquisa que ela utilizou, que são livros de uma biblioteca católica. Ressaltando que a professora Giovana participou de um dos nossos seminários Internos e já havia feito isso. Após apresentou também falando sobre a mulher na sociedade brasileira.

Este evento me fez refletir sobre como um grupo impõe o seu modelo e acaba convencendo outros que seu modelo é o certo. De como um meio de comunicação, como é o caso do Jornal que a profª Giovana, muitas vezes acaba por promover meios de controlar essa desigualdade.

Também me fez refletir sobre como muitas vezes alguns discursos como o de igualdade esta internalizado nas pessoas que acabam por naturalizar algumas situações e repetir determinados discursos. Trouxe-me uma reflexão, que surgiu a partir do questionamento de minha colega Stephanie perguntou, sobre como muitas vezes nós mulheres acabamos por estar sempre nos transformando para seguir um parâmetro que um grupo impõe.

Assim agradeço as professoras debatedoras por suas falas que contribuem para a nossa formação e parabenizo a elas e aos colegas da mesa pela ótima mediação.